Esta é a primeira postagem aqui a respeito da movimentação social que está ocorrendo no Centro da Cidade do Rio de Janeiro; o Ocupa Rio; inspirado nos movimentos mundiais resultantes da crise global do Capitalismo nos Países Centrais, umas centenas de jovens críticos ao sistema  se unem em uma estrutura horizontalizada, plural e que visa a construção.

De primeiro momento, muitos de nós, acostumados com as lutas sociais, os movimentos as estruturas partidárias não conseguimos compreender muito bem o conceito, afinal o que está sendo proposto?
Sim não há uma frase clara, mas há claramente uma estética que quando bem lida pode nos trazer alguma compreensão: Apropriação de espaço urbano, cozinha comunitária, estruturas de comércio sem dinheiro, questionamentos de consumo desenfreado e produção de lixo, mil cartazes pintados por pessoas sem um líder centralizador com frases que demonstram aos que passam sua crítica principal:  Estamos cansados do Capitalismo.

O movimento então começa a se constituir, para nós do coletivo C4 não nos parece uma forma de protesto mas sim como um espaço aberto de debates trocas e comunicações diversas, o qu vemos na Cinelândia-RJ um verdadeiro Fórum Social da Cinelândia, local onde diversidade e pluralidade buscam constiuir novos pensamentos políticos.

Bom neste domingo pela manhã uma caminhada me faz bater de frente com a capa de um tablóide brasileiro tradicional e ver nela estampada um dos Símbolos do movimento; o querido personagem anárquico que rouba a mídia  tradicional e destrói as forças de poder permitindo que o povo elabore um mundo novo. Estampar a face de seus inimigos como monstros perigosos e ameaças a esta sociedade é algo corriqueiro na VEJA, mas ver o personagem que representa tudo que a VEJA  mais teme ser utilizado como um simbolo da luta desta revista para tentar retirar o governo petista do poder em favor de um governo psdbpsddemista no poder realmente nos fez pensar se estávamos bebados.

O que aquilo representava? será que conseguimos dominar a mídia? será que o tablóide neo liberal havia mudado de posição e assumido a esquerda?  ou o mais provável, será que como todo bom tablóide não reescreveu e desconstruiu o movimento que ainda está em construção para utilizá-lo ao bel prazer.

O ocupa Rio pode ainda não ter mostrado claramente uma proposta, talves porque a principal proposta a se constituir venha a ser a troca de idéias, o debate e a comunicação entre algumas diversidades que vagavam em um não-lugar mas que possuem algum grau de crítica social, sejam novos militantes, sejam militantes já com uma certa estrada, estão por lá.

Vemos acontecer no Ocupa Rio, entre a maioria dos debates um ponto comum muito forte: o desejo do fim do capitalismo como sistema estrutural do planeta. e o que vemos é um fórum de pessoas interessadas nisto.

"Não haverá democracia real no Brasil enquanto não forem democratizados os meios de comunicação, enquanto algumas poucas famílias deixarem de querer falar e nome do país e da grande maioria da população, que vota contra e derrota sistematicamente os candidatos que essa mídia apoia." - Emir Sader.